quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Visto para yonsei deverá ser adiado

A expectativa era a liberação do visto para o nikkei yonsei em novembro. No entanto, poderá ser adiada
visto para yonsei

De acordo com matéria publicada pelo São Paulo Shimbun, de quarta-feira (11), horário do Brasil, há possibilidade de adiamento da portaria que regulamenta o visto para yonsei.

O assunto foi abordado durante o simpósio entre os colaboradores do CIATE- Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior, realizada em 7 e 8 deste mês, em São Paulo-SP.

Yoji Kobayashi, do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão foi questionado pela plateia sobre o assunto. “No momento a Câmara dos Representantes do Japão foi dissolvida e até o dia das eleições em 22, tem um período de recesso. O esquema (plano) se encontra em análise nos ministérios relacionados”, explicou. Por isso, a portaria do Ministério da Justiça que estava prevista para novembro, portanto, poderá ser adiada.

Resumo da movimentação para o visto para yonsei
Segundo o jornal, para resumir o fluxo até o momento, em junho do ano passado, foi expedida uma solicitação de permissão de residência ao nikkei yonsei pelo então Embaixador do Japão no Brasil Kunio Umeda. Ela foi baseada na solicitação efetuada em conjunto por 6 organizações nikkeis.

No simpósio dos colaboradores do CIATE em setembro do ano passado, foi apresentado o resultado de uma pesquisa sobre a consciência dos nikkeis de terceira e quarta gerações (sansei e yonsei). No Nikkeijin Taikai, em outubro do ano passado, foi adotada uma declaração da convenção que solicita o visto para o yonsei.

Em 21 de julho deste ano, durante a visita do parlamentar Mikio Shimoji, do Partido da Restauração, ele mencionou a possibilidade do visto para yonsei aos moldes do WH-working holiday. Nessa ocasião ele disse que esse visto seria concedido somente para as pessoas com idade acima dos 18 anos, sem mencionar outras restrições.

No entanto, em 31 de julho deste ano, o jornal japonês Yomiuri trouxe uma matéria sobre o assunto. Nela, a idade seria limitada entre 18 a 30 anos, exigiria-se conhecimento equivalente ao nível 4 do Teste de Proficiência do Idioma Japonês e que no momento da renovação do visto não seria permitido o acompanhamento de alguém da família.

Visto para yonsei: possibilidades
“O nikkei de quarta geração – yonsei – atuaria como uma ponte entre as sociedades japonesa e nikkei, tornando-se uma pessoa com conhecimento da cultura japonesa. Quando do seu retorno ao Brasil, será um elemento ativo na sociedade”, explicou em resposta às perguntas da plateia.

Especulou a possibilidade de não estabelecer um teto para a idade, em razão dessa “ponte”.

Respondeu às perguntas sobre as possibilidades além das fábricas, como estudar em universidade japonesa. “Embora eu não tenha qualquer informação para responder concretamente sobre algo além do emprego, penso que é importante enfatizar a educação das crianças”, manifestou seu pensamento.
Fonte: Portal Mie com São Paulo Shimbun

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Japão decide introduzir o visto para yonsei (quarta geração)

O Ministério da Justiça solidificou a política de novo sistema de visto para yonsei, com condições não anunciadas pelo parlamentar que esteve no Brasil. Confira.
Visto para yonsei: tokutei katsudo

O Ministério da Justiça solidificou a política de introdução de um novo sistema de visto para que os descendentes de quarta geração (yonsei) que cumpram os requisitos, tais como certo nível de compreensão do idioma possam trabalhar no Japão.

Segundo o jornal Yomiuri, desta manhã de segunda-feira (31), nessa fase introdutória a intenção é permitir a entrada de cerca de mil pessoas por ano. Antes do início da implementação pretende fazer um comentário público.

No novo sistema, a intenção é fazer com que o yonsei tenha interesse pelo Japão e se aprofunde na cultura. O objetivo é a formação de recursos humanos que possam servir de ponte entre a comunidade nikkei onde vive e a sociedade japonesa, no futuro.

Visto para yonsei: tokutei katsudo
O sistema proposto é o working holiday, como há em outros países, onde se obtém a permanência enquanto trabalha. A faixa etária alvo e limitada é entre 18 a 30 anos. Para sua estadia será concedido um status de residência chamado tokutei katsudo (特定活動) ou traduzido livremente para o português como atividade específica.

Para a implementação, o candidato será submetido a um teste de conhecimento do cotidiano do idioma, equivalente ao teste de proficiência nível 4.

Para a renovação do status de residência, a condição é ter conhecimento do idioma japonês, equivalente ao teste de proficiência nível 3. Provavelmente serão apresentadas frases mais complexas para avaliação. Nessa ocasião, será proibido levar alguém da família.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri Shimbun

domingo, 23 de julho de 2017

Em novembro o visto para Yonsei pode ser liberado

visto para yonsei

Não é só o estatus financeiro que atraem os descendentes da 4ª geração ao Japão, alguns possuem uma ligação profunda com o país. Algumas famílias estão separadas por causa do visto. Casos como o da brasileira Marina de Souza Nakano (49), recém chegada ao Japão e moradora da cidade de Suzuka/Mie vem sendo decorrente na comunidade brasileira. Marina deixou no Brasil os dois filhos Fábio (22) e Fernanda (21). Ela conta que regressou ao Brasil em 2009, na crise, na época nem ela e os filhos tinham visto permanente e não imaginou que fosse querer retornar ao Japão, os filhos se adaptaram rápido no Brasil, mesmo tendo nascidos no Japão, estavam indo bem na escola e ela tinha arrumado um bom emprego. Em maio de 2016 foi demitida e desde então não conseguiu mais trabalho fixo, e a vida passou a ficar apertada, foi então que resolveu retornar ao Japão, mas teve que deixar os dois filhos com a irmã. ” Meu coração vive apertado, não durmo direito, minha cabeça está aqui mas meu coração está no Brasil ” revela Marina, que recebe com esperança a notícia da possibilidade da liberação do visto para Yonseis  em novembro.

A esperança calibrada na politicagem de um laço de amizade
O Brasil está em crise e o Japão precisa de mão de obra mas o país não quer imigrantes e sim decasséguis (termo usado para trabalhadores que retornam ao país de origem depois de um período).  O acordo firmado no final da década de 80, que liberou o visto de trabalho para os descendentes de japoneses até a terceira geração (sanseis), foi a solução que o país encontrou para suprir a escassez da mão de obra naquele momento, só que o prazo se esgotou e o país volta a sofrer do mesmo problema que o fez tirar o trinco da porteira há quase 30 anos.

O Japão revive o mesmo problema de décadas, precisa da mão de obra estrangeira, mas não pensa em uma política imigratória. A comunidade brasileira está envelhecendo, sem futuro e perspectivas no Japão. A experiência do Japão com a comunidade brasileira infelizmente não foi bem sucedida e muitos políticos e órgãos municipais enxergam com cautela qualquer movimentação em relação a liberação em massa para os vistos de trabalho. Kato Suzuki do departamento de estrangeiros da prefeitura de Izumo/ Shimane, acredita que é necessário ter uma política imigratória para os estrangeiros que pretendem ficar no Japão por longo período. Segundo ele já se passaram quase 30 anos desde o primeiro acordo que liberou vistos de trabalho para milhares de estrangeiros descendentes de japoneses da 3ª geração. De acordo com Kato é preciso pensar no impacto que esses estrangeiros vão causar no país no futuro se não houver uma política que auxilie e os oriente principalmente na educação dos filhos, caso contrário serão poucas as chances dessa nova geração ocupar vagas nas universidades do país e isso levará o Japão a caminhar para um outro problema muito maior a estagnação intelectual e cultural.

visto para os yonseis

A notícia que agitou a comunidade nikkey
O deputado Mikio Shimoji, 55, do partido Nihon Ishin no Kai, anúncio no dia 21 de julho no Bunkyo, em São Paulo, a “intenção” de transformar o projeto de liberação do visto de longa permanência para os Yonseis em um decreto, o que facilitaria a provação, porque não teria a necessidade do “projeto” ser debatido e votado no plenário. De acordo com o deputado Mikio Shimoji, um texto na lei imigratória estaria sendo elaborado em conjunto com o Ministério da Justiça e das Relações Exteriores do Japão.

Para que essa nova lei entre em vigor, é necessário que o Primeiro Ministro Shinzo Abe assine o decreto. Shinzo Abe, fomentou as esperanças dos Yonseis quando levou pela primeira vez ao parlamento essa questão em fevereiro deste ano.

O momento parece oportuno e conspira para a concretização de uma emenda na lei imigratória que beneficia o visto para os Yonseis. Em 2018 completará 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

O documento que está sendo elaborado prevê uma série de reformas que atende à solicitação feita ao governo central do Japão por importantes entidades nikkeis do Brasil neste sentido.

Alguns pontos ainda estão sendo debatidos, e uma das propostas é o sistema Working Holiday que já existe no Japão.

O Working Holiday permite que o estrangeiro aprenda a língua e a cultura nipônica, podendo trabalhar no período de sua estadia a fim de obter o recurso necessário para isso. O Japão mantém este acordo com 18 países. Porém, os estrangeiros só podem permanecer um ano no país. Esse mesmo sistema pode ser aplicado ao Yonseis, com a diferença de aumentar o tempo de estadia para 3 anos. Os cônjuges e os filhos dos yonseis também poderiam ser favorecidos com esta medida, e após esse prazo o pedido de renovação seria analisado pelos órgão competentes do país.

Para o deputado, esse sistema precisa garantir que o yonsei tenha acesso não só ao ensino da língua nipônica como também às maiores facilidades de inserção e inclusão social. “Não queremos que o yonsei seja tomado apenas como uma força de trabalho”, explica.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 16 de maio de 2017

Partido Liberal Democrático propõe liberação do visto para yonsei

Órgão consultivo do Partido Liberal Democrático propõe a liberação do visto para yonsei e outros
liberação do visto para yonsei

A sede de promoção do “Ichi Oku Sou Katsuyaku” do Partido Liberal Democrático, órgão consultivo privado do primeiro-ministro, entregou um documento sobre a liberação do visto para yonsei e outros para o Ministro do Estado para Missões Especiais Katsunobu Kato.

Diferente dos sanseis e outros como os brasileiros e peruanos com traços japoneses (Nikkei), os yonseis têm o tempo de visto no Japão limitado. Por causa disso, o documento propõe o sistema “working holiday” para permitir que os yonseis consigam trabalhar, e estudar japonês no país. O documento também pede um debate sobre o aumento do tempo de visto.

Além disso, esse documento também pede um maior aceitamento dos idosos que desejam continuar trabalhando. O documento propõe a participação de idosos nas atividades regionais e na agricultura, aumento das oportunidades de trabalho para os idosos e até o adiamento do início do recebimento da pensão pública.

O governo brevemente irá analisar as condições de implementação do “Ichi Oku Katsuyaku Plan” decidido no ano passado. Em relação a esse conteúdo apresentado pelo Partido Liberal Democrático, o governo irá analisar a viabilidade das propostas.

Veja abaixo um vídeo da reunião do Comitê Financeiro da Câmara dos Vereadores do Japão sobre a liberação do visto para yonseis. No vídeo, Mitsuko Ishii, do partido “Nihon Ishin no Kai”, comenta a importância dos yonseis na comunidade e as reações positivas do primeiro-ministro em relação a isso.


Fonte: Portal Mie com Asahi News

sexta-feira, 31 de março de 2017

Taxas do Consulado do Japão em São Paulo

Solicitações a partir do dia 01 de abril de 2017.

Visto de uma entrada
Brasileiros e outros
R$ 97,00
 Indianos
R$ 27,00
 Iranianos
R$ 161,00

Visto de múltiplas entradas
Brasileiros e outros
R$ 194,00
 Indianos
R$  27,00
 Iranianos
R$ 323,00

Visto de trânsito
Brasileiros e outros
R$  23,00
 Indianos
R$    2,00
 Iranianos
R$ 161,00


 Extensão da Permissão de  Re-entrada
R$ 97,00

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Eleitores brasileiros no exterior agora podem transferir título pela internet

Site moderniza emissão dos documentos e torna o atendimento mais ágil

Título Net

Eleitores brasileiros que moram fora do país agora podem acessar o sistema online Título Net para o exterior, que permite solicitar de forma simplificada serviços eleitorais, como alistamento e transferência de domicílio.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o processo manual de emissão de um título de eleitor nas representações diplomáticas era demorado e oneroso. Com o pré-atendimento feito pela internet, o processo será mais rápido.

Para isso, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, o ministro interino das Relações Exteriores, Marcos Galvão, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Romeu Gonzaga Neiva, assinaram na quinta-feira (23) uma portaria para reativar o grupo de trabalho composto pelas três instituições, que vai atuar no aprimoramento continuado do processo eleitoral no exterior.

“Ainda há um enorme contingente de brasileiros que vivem fora do país e que não atualizaram seu domicílio eleitoral, o que evidencia a necessidade de dar continuidade ao aprimoramento do processo eleitoral no exterior”, disse Gilmar Mendes.

Segundo o TSE, existe uma defasagem entre os potenciais eleitores no exterior e os eleitores efetivos. Dos quase 3 milhões de brasileiros que moram fora do país, estima-se que, pelo menos, 1,5 milhão poderiam participar do pleito. No entanto, apenas 460 mil eleitores foram registrados. O voto para brasileiros no exterior é exigido apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República.

O ministro interino Marcos Galvão destacou que a parceria entre Itamaraty e TSE já permitiu elevar o número de seções eleitorais, bem como levar a urna eletrônica para o exterior. “O convênio ajudará a manter o vínculo desse amplo contingente de expatriados com o Brasil, assegurando-lhes o pleno exercício de sua cidadania e dando-lhes voz na definição dos destinos políticos do nosso país.”

Requerimento online
Até então, o processo de emissão de título eleitoral dependia da disponibilidade e frequência das malas diplomáticas para envio de documentos.

Além disso, a análise da documentação e a digitação dos dados do eleitor eram feitas manualmente. Dessa forma, o processo de alistamento eleitoral podia levar mais de seis meses para ser concluído.

O Título Net para o exterior permitirá que o eleitor preencha um formulário online, na página do TSE na internet. Além de inserir seus dados pessoais, o eleitor também poderá anexar a versão eletrônica de seus documentos para enviá-los diretamente à Justiça Eleitoral no Brasil. Feita a análise da documentação, o título de eleitor, depois de emitido, será enviado via mala diplomática pelo Itamaraty ao consulado brasileiro mais perto da casa do eleitor.

Além de modernizar a emissão dos documentos e tornar o atendimento mais ágil, o serviço ajudará a reduzir os erros de transcrição dos dados, uma vez que eles serão inseridos pelo próprio eleitor e conferidas por um atendente.

Desde 2009, o pré-atendimento eleitoral é disponibilizado para eleitores domiciliados no Brasil. No sistema é possível iniciar requerimentos de alistamento eleitoral, transferência de domicílio e revisão de dados cadastrais.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Recesso de final de ano do Consulado do Japão em São Paulo

recesso final de ano
Consulado Geral do Japão de São Paulo estará fechado nos dias abaixo:
23 de dezembro
29 de dezembro a 02 de janeiro

   Aniversário do Imperador
   Recesso
   
Devido ao recesso de final de ano, o setor de visto seguirá o calendário abaixo com o intuito de evitar imprevistos como roubos ou perdas de passaportes.
  • 27/12/2016 (terça) e 28/12/2016 (quarta): somente retirada de visto (exceto casos de urgência)
  • Atendimento no horário normal a partir de 03/01/2017 (terça)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Japão prepara novas medidas para deter aumento de estrangeiros ilegais

As autoridades acham que os métodos para burlar a lei “estão se sofisticando a cada ano” 
Estrangeiros ilegais no Japão

O Departamento de Imigração de Fukuoka está preparando um pacote de medidas a ser apresentado ao Ministério da Justiça para deter o aumento de estrangeiros ilegais no país e reduzir as infrações à Lei de Imigração em vigor.

As medidas serão discutidas nesta quinta-feira (27) em reunião onde participarão representantes da Agência Nacional de Segurança Pública, da Guarda Costeira Nacional, da Agência Nacional de Polícia, do Departamento de Polícia de Kyushu, do Ministério da Justiça, do Ministério Público Japonês, do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério das Finanças.

Segundo o Ministério da Justiça, as instituições que participarão da reunião formarão um Conselho para traçar medidas de “prevenção e repressão às infrações a Legislação de Imigração”.

As autoridades japonesas acham que os métodos para burlar a atual Lei “estão se sofisticando a cada ano” o que teria provocado o aumento das infrações depois de 22 anos de queda. “Cerca de 63 mil autorizações de permanência no país estão irregulares”, destaca o aviso ministerial.

Entre os métodos usados para entrar ilegalmente no país estão as falsificações de informações cedidas pelos passageiros às companhias aéreas, de impressão digitais e de documentos para parecerem residentes, além de fuga por saídas proibidas dentro dos aeroportos. Via de regra, o objetivo da entrada no país é para trabalhar.

Ainda segundo o Ministério da Justiça, as medidas a serem tomadas visam deter o tráfico de pessoas, inibindo a ação dos criminosos e protegendo as vítimas. O texto não cita medidas relacionadas ao combate a grupos terroristas.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Estudantes da rede estadual de SP farão visita cultural ao Japão em junho

COMUNIDADE

Postado em: 11/05/2016
Dois alunos de japonês do CEL foram aprovados pelo The Japan Foundation
REDAÇÃO
São Paulo- Dois jovens da rede estadual paulista terão uma oportunidade incrível no meio do ano de 2016. Clayton Soares da Silva, de 16 anos, e Monica Mai Furusawa, de 15 anos, ambos estudantes de unidades do Centro de Estudo de Línguas (CEL), foram selecionados para participar do programa Visita Cultural ao Japão em 2016, organizado pela The Japan Foundation, que será realizado nos dias 16 a 30 de junho.
Para passar no processo seletivo, os dois jovens tiveram que participar de uma série de testes como falar sobre si, sua família e estudos, além de mostrar a capacidade em falar para algum tipo de público. Também foi analisada a pontuação obtida pelos dois jovens no exame de proficiência em Língua Japonesa. Para o programa, foram oferecidas três vagas para alunos de todo o Brasil.
Nascida no Japão, Monica veio morar no Brasil com apenas oito anos de idade. Mesmo conhecendo o país oriental, onde tem família, a estudante não esconde a expectativa pela viagem. “Estou ansiosa pois lá faremos entrevistas, iremos visitar escolas. Também iremos conhecer a cidade de Osaka, que é uma cidade que eu não conheci ainda”, afirmou a estudante da E.E. Professora Maria Angerami Scalamandré, em Ibiúna.
Já para Clayton, a viagem ao Japão será a primeira de sua vida. “Estou muito ansioso e feliz ao mesmo tempo. Quando soube que tinha ganhado demorou para cair a ficha, fiquei pensando se era verdade. Depois que caiu fiquei muito feliz”.
“Estudo a língua há quatro anos. Já tenho um certo conhecimento da cultura oriental, então vai ser bem legal conhece-los de perto”, revelou o aluno da E.E. D. Pedro I, localizada no bairro da Vila Americana, em São Paulo.
No Japão, os dois jovens terão pagos pela Japan Foundation hospedagem em hotel, refeição, auxílio-transporte, material utilizado nas aulas, entre outros benefícios. A iniciativa tem como objetivo levar os melhores alunos de Língua Japonesa que estudam nas escolas públicas ou privadas para um intercâmbio no Japão.
Centro de Estudo de Línguas
Para possibilitar que o aluno tenha acesso a um novo idioma, a Secretaria de Educação de São Paulo oferece programas como o Centro de Estudo de Línguas, que possuis cursos presenciais de espanhol, italiano, francês, japonês, alemão e mandarim para alunos a partir do 7º ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Também é oferecido o curso de inglês, que é voltado somente para estudantes do Ensino Médio. O ensino é ministrado por professores diplomados e possuem módulos semestrais, com duração de até três anos.
Foto: Divulgação
Curso de japonês do Centro de Estudo de Línguas
Fonte: Revista alterntva

shigoto.com.br, visto passagem, emprego no japao

terça-feira, 26 de abril de 2016

Japão estuda conceder visto de 5 anos a trabalhadores estrangeiros sem qualificação

Lideranças propuseram a expansão dos tipos de empregos a estrangeiros 
visto para o japao

Buscando desesperadamente um antídoto para o rápido envelhecimento da população, as autoridades japonesas estão explorando maneiras de atrair mais trabalhadores estrangeiros sem chamar isso de uma "política de imigração".

A imigração é uma matéria sensível em um local onde conservadores prezam pela homogeneidade cultural, e onde políticos temem perder votos de trabalhadores preocupados com a perda de seus empregos.

Mas um mercado de trabalho apertado e a força de trabalho em constante encolhimento estão fazendo com que a equipe do primeiro-ministro Shinzo Abe e parlamentares considerem a opção politicamente controversa.

Sinalizando a mudança, lideranças de um painel do Partido Liberal Democrático (PLD) propuseram nesta terça-feira (26) a expansão dos tipos de empregos abertos a estrangeiros, e a duplicação de seu número ante os níveis atuais de quase 1 milhão.

O plano aponta para a necessidade do Japão considerar o acolhimento de um leque maior de estrangeiros, principalmente para efetuar trabalho não qualificado nos setores de produção em fábricas e construção civil, entre outras áreas que necessitam de mão de obra.

A ideia inicial do painel é sugerir ao governo a concessão de um visto de trabalho de até 5 anos que não poderá ser renovado para estrangeiros sem qualificação profissional, impedindo que eles se fixem no país como imigrantes. Durante o período de validade do visto, os trabalhadores poderiam sair e entrar novamente no Japão.

O ligeiro aumento econômico desde que Abe assumiu em dezembro de 2012, a reconstrução após o tsunami de 2011 e a alta do setor de construção antes da Olimpíada de Tóquio em 2020 impulsionaram a demanda por trabalho ao maior nível em 24 anos.

Isso ajudou a aumentar o número de trabalhadores estrangeiros em 40 por cento desde 2013, com chineses correspondendo por mais de um terço destes, seguido por vietnamitas, filipinos e brasileiros.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Panasonic garante direitos de casais para os funcionários gays

Panasonic Japão
A Panasonic deu um passo histórico ao anunciar que, a partir de abril, passará a reconhecer o status de empregados que sejam casados com pessoas do mesmo sexo no Japão.

De acordo com o The Verge, a companhia tomou a decisão por fazer parte dos patrocinadores oficiais das Olimpíadas. Os jogos de 2020 serão realizados em Tóquio e a cartilha do evento inclui cláusulas contra discriminação.

Ainda não foram revelados os detalhes acerca da mudança, mas se espera que ela signifique que os casais homossexuais tenham direito a coisas como seguro de saúde estendido ao parceiro e saídas relacionadas aos filhos do casal.

A atitude é vista como quebra de paradigma porque o Japão praticamente não reconhece homossexuais oficialmente - há apenas três regiões do país que garantem alguns direitos a eles. Dentro da indústria de tecnologia, até então o único nome de peso a fazer frente à situação era a IBM, que trata esses casais da mesma forma como trata os heterossexuais.
Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Toyota vai parar produção no Japão por 1 semana por falta de aço

Explosão em uma fábrica de aço provocou escassez de peças.
Toyota produz de 13 mil a 14 mil automóveis por dia no Japão.
Fábricas da Toyota

A fabricante de automóveis Toyota anunciou nesta segunda-feira (1) que suspenderá a produção em todas suas fábricas de montagem no Japão durante uma semana, depois que uma explosão em uma fábrica de aço provocou escassez de peças.

A empresa com sede em Aichi (no centro do Japão) paralisará as operações de montagem entre os dias 8 e 13 de fevereiro nas 12 fábricas que possui no país asiático, o que também afetará as linhas de produção de suas filiais Hino, Daihatsu e Lexus, confirmou um porta-voz da companhia.

A empresa japonesa revelou que uma explosão registrada no dia 8 de janeiro em uma unidade de sua filial Aichi Steel repercutiu na elaboração das peças de aço, o que motivou sua decisão.

O líder mundial do setor automotivo informou em comunicado que prevê retomar suas operações domésticas no dia 15 de fevereiro, e que a suspensão não afetará em nenhum caso a sua produção no exterior.

A empresa produz mais de 40% de seus automóveis no Japão, com números entre 13 mil e 14 mil automóveis por dia.

A companhia garantiu que "continuará tomando as medidas necessárias para minimizar o impacto deste incidente", como produzir em linhas alternativas operadas pela Aichi Steel e a aquisição de peças de outras siderúrgicas.
Fonte: AutoEsporte com Efe | Foto: AP Photo/Tatan Syuflana

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apoie a liberação de visto japonês “long term resident” para yonsei, descendente de quarta geração

Ajude-nos a conseguir a liberação do vistoCadastre-se de longa permanência para o descendente de japonês de quarta geração (yonsei). O visto é concedido hoje apenas para nisseis e saneis, que são os descendentes de segunda e terceira geração, mas os yonseis também tem sangue japonês e portanto o mesmo direito GRUPO NO FACEBOOKde ter concedido o seu visto de “long term resident”. Desenvolvemos um GRUPO NO FACEBOOK, uma PETIÇÃO ON LINE para ser direcionada para o governo japonês e um CADASTRO PARA YONSEI receber novidades sobre o assunto. Nesta petição, qualquer pessoaPETIÇÃO ON LINE pode votar, sendo descendente ou não, e pode ser de qualquer país do mundo, para saber mais sobre o projeto, clique no link e leia o conteúdo completo.

 


TEXTO COMPLETO PARA LIBERAR O VISTO PARA YONSEI

Este texto é um apelo para que o governo japonês libere a emissão do visto de longa permanência de quem tem a quarta geração (yonsei) assim como emiteo visto para a segunda e terceira geração (nissei e sansei).

Apoie-nos.

sábado, 3 de outubro de 2015

Conselho de Cidadãos de Tóquio decreta: acabou a era decasségui

Conselho de Cidadãos de Tóquio decreta: acabou a era decasségui
O Conselho de Cidadãos de Tóquio se reuniu em Yokohama, nesse sábado (3), e aprovou um importante documento intitulado “Declaração de Yokohama”.

A declaração proclama o fim da era decasségui. Agora, a ideia é enviar esse documento para os governos do Brasil e do Japão. Sua íntegra pode ser conferida abaixo:

Declaração de Yokohama

“Acabou a era decasségui – Escolhemos ficar no Japão”

Completaram-se, em junho deste ano, exatos 25 anos desde a implementação da reforma na Lei da Imigração Japonesa, que entrou em vigor em junho de 1990.

Como se sabe, esta Lei permitiu que os estrangeiros “nikkeis” (descendentes de japoneses) entrassem no Japão com vistos que não previam limitações no tipo de atividade exercida. Essas atividades poderiam incluir a visita aos parentes e, eventualmente, exercer trabalhos sem qualificação para custear a estadia no país.

Embora haja controvérsias sobre a intenção ou não do governo japonês em usar esta reforma legal para atrair nikkeis estrangeiros como mão-de-obra dos setores automobilístico e de eletroeletrônicos, entre outros, não há margem para dúvidas de que isto desencadeou uma onda migratória de sul-americanos – especialmente de brasileiros – para o Japão. E este fenômeno – assim como cada pessoa que aderiu a este movimento migratório – passou a ser denominado de “dekassegui” (e mais tarde, grafado como “decasségui” nos dicionários de língua portuguesa).

Como se sabe, a palavra “dekassegui” significa literalmente “sair para ganhar dinheiro” e costuma ser usada para denominar os trabalhadores temporários e sazonais, seja no âmbito doméstico ou transnacional. Além disso, este termo carrega uma conotação negativa, associando o indivíduo e/ou grupo a uma imagem de pobreza e falta de compromisso com o local onde foi trabalhar – no caso do migrante transnacional, o seu país de destino.

Decididamente, este não é o caso dos migrantes da rota Brasil-Japão. Hoje, 6 em cada 10 brasileiros no Japão já têm visto permanente. Muitos deles compraram casa no Japão. Um número significativo de brasileiros passou da posição de empregado para empregador de mão-de-obra, e outros tantos já exercem profissões que exigem qualificação. Empresas, lojas, serviços, escolas, organizações não-governamentais e veículos de comunicação fundados ou administrados por brasileiros floresceram nas mais diversas regiões do Japão.

A crise financeira global de 2008, seguida de uma demissão em massa dos brasileiros, poderia ter provocado o desmantelamento da comunidade brasileira no Japão. Não foi o que aconteceu. A maioria dos brasileiros escolheu ficar. O terremoto, tsunami e o pânico nuclear de Tohoku em 2011 também poderiam ter provocado um retorno em massa dos brasileiros. Mais uma vez, a maioria dos brasileiros escolheu ficar.

Ficar no Japão. Ser membro ativo desta sociedade. Contribuir para o desenvolvimento deste país. Foi esta a decisão consciente dos 175.410 brasileiros registrados pelo Ministério da Justiça (conforme as estatísticas de dezembro de 2014), sem contar outros tantos que não aparecem nas estatísticas por terem cidadania japonesa.

Os brasileiros que ficaram no Japão contribuem não apenas trabalhando, consumindo e pagando impostos. Querem fazer parte da corrente do がんばろう日本!“Gambaro Nippon!”. Prova disso é que, diante da tragédia de março de 2011, os brasileiros não ficaram de braços cruzados. Foram para Tohoku prestar ajuda e solidariedade em atividades voluntárias. O sentimento que uniu as pessoas foi este: “Escolhemos ficar aqui, fazemos parte desta sociedade.”

Por tudo isto, nós, brasileiros no Japão, gostaríamos de aproveitar o ensejo dos 25 anos da reforma na Lei de Imigração para decretar o fim da “Era dos dekasseguis/decasséguis”. E declarar oficialmente o início de uma nova era que, na prática, já começou há muito tempo: a era dos “brasileiros residentes no Japão”, cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres como membros da sociedade japonesa, sem perder os laços culturais e afetivos com o seu país de origem, Brasil.

Esta nossa declaração é, ao mesmo tempo, uma solicitação dirigida à população em geral, e em especial às autoridades relacionadas, para que colaborem na solução das diversas questões levantadas neste Painel. Pois nunca é demais frisar: “Escolhemos ficar!”

Yokohama, 3 de outubro de 2015.

Conselho de Cidadãos de Tóquio
Fonte: IPC Digital